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Ah… Amsterdã

amsterdã flores
Uma cidade que eu sou fã…
Livre, bonita, limpa, cheia de pessoas bacanas e interessantes, e cafés e pubs sensacionais!
Um lugar pra curtir a noite e o dia. Seus parques são maravilhosos… Dá vontade de fazer piquenique…
Os museus são um assunto à parte. Tem o museu do sexo, o museu da mariajuana, o museu Vang Gogh… São tantos museus incríveis!
Amei Amsterdã! Pena que é uma das cidades mais caras da Europa. Mas com paciência acabamos encontrando passeios, albergues e comida mais baratas. Principalmente se estivermos mochilando…
amsterdã nus

Tiramos vinte e poucos dias pra dar um rolé pelo Peru. Ramon, meu companheiro de estrada, o andarilho que dá título a esse blog, já esteve por lá várias vezes, eu, foi a primeira. Adorei!
Como o tempo era curto, optamos por começar a viagem em Lima. Nosso vôo era São Paulo/Lima, mas a TAM resolveu nos mandar pra Santiago, tomar um chá de aeroporto por algumas longas horas… O fato é que apesar do atrazo chegamos em Lima à noite. Descansamos, e no outro dia demos um rolé por Miraflores e adjacências, dormimos mais uma noite pra completar o descanso e partimos num ônibus da Cruz del sur para Arequipa. Que lugar lindo! Rodeado por vulcões adormecidos, uma paisagem cinematográfica! De Arequipa seguimos pra Cusco… Mas antes fizemos uma visita ao Colca Canion, cujo percurso é impressionante, de tão belo, e ainda aproveitamos uma deliciosa noite em Águas Calientes, com suas picinas termais… Foi demais!
Voltamos pra Cuzco, aproveitamos um domingo pra curtir a feira de Pisac, que é bem pertinho e imperdível. É onde a gente pode se misturar mesmo com o povo do lugar, comer nas barraquinhas as delícias típicas feitas pelas pessoas simples, andar lado a lado com as cholas se sentindo uma delas… Comprar e admirar a variedade de artesananto que existe por lá. Enfim, Pisac é um barato total!
Finalmente chegou o dia de irmos pra Machu Pichu. De trem estava inviável, super caro! Optamos pela van, e fomos, acompanhados de outras 12 pessoas, em sua maioria Australianos, apenas um casal chileno e nós brasileiros, pra equilibrar um pouco…
Machu Pichu é de uma grandeza, uma beleza, uma misteriosa exuberância… Sem limites. Não tem palavras pra defini-lo, pelo menos, eu não as tenho.
O percurso de carro é uma grande aventura, a estrada é íngreme, estreita e perigosa. Só dá praticamente pra passar um carro, e o motorista vai buzinando quase o tempo inteiro pra alertar quem vem de lá. Quando isso acontece, um dos dois tem que dar uma ré. De preferência o que tiver um mínimo de condições de faze-lo. É tensão!
Mas vale qualquer esforço, perigo ou o que quer que seja pra chegar aquele trono da beleza. Machu Pichu é um lugar especial, indescritível, misterioso e belo. Só vendo!
Depois dessa overdose de beleza, seguimos pra Puno. Lago Titicaca, também imperdível. Belo e curioso, com suas ilhas flutuantes, feitas de totoras, uns barcos muito loucos, também feitos de totoras. Aliás, de totoras faz-se tudo, come-se totoras, totora é ração pra animais, adubo, artesanato, as casas são feitas de totoras… Totora é uma benção para aquele povo, é seu chão… Literalmente!
Ainda fomos pra parte Boliviana do lago Titicaca (segunda a galera de Puno, titi é a parte Peruana e a caca fica pros bolivianos… Piadinha!)Copacabana. Eu estava tão curiosa, querendo saber quem deu origem ao bairro carioca…
É bem simpática a tal Copacabana, foi lá, na beira do lago que comemos a melhor de todas as trutas, um “sudado de truchas” maravilhooooso!(e olhe que nós comemos trutas quase todos os dias). Mas as ilhas de totoras de lá não tem o mesmo charme da parte Peruana.
Andamos uns 12 km por uma ilha, (não de totoras, claro! Ilha de terra mesmo.) de norte a sul. Foi muito bacana, até pra testar nossa resistência, afinal não somos mais garotos, já estamos com cinquentinha… (heheheh) E andar pela beira mar de Tambaú é totalmente diferente de andar a mais de 4 mil metro de altitude, subindo…
É, Estamos em forma! Graças a Deus!
Seguimos pra La Paz. Gostei muito de lá. Também é um lugar pra dar um tempo, curtir o mercado (apesar de que, o mercado estava em reforma)e suas frutas e as barracas de café da manhã, almoço simples… Curtir a cidade, seus artesanatos, museus… Não dá pra deixar de visitar o museu da coca, que é muito interessante. Conta a história milenar da coca, que era utilizada largamente pelos Incas e até hoje é considerada sagrada, essencial para manter a energia dessas pessoas que vivem nas montanhas, e que trabalham duro na agricultura, levando fardos pesados nas costas…
Bom, depois de curtir bastante La Paz, seguimos pra Cochabamba, onde pegaríamos o avião de volta a São Paulo. Foi aí a única parte chata da viagem. No aeroporto passamos por uma revista minunciosa e como se não bastasse, havia uns compartimentos minúsculos para revistas íntimas, onde tinhamos que tirar a roupa e tudo mais… Um constragimento total. Ultrajante! É uma pena que isto esteja acontecendo na Bolívia. Todos os turistas no aeroporto demonstravam tristeza, indignação e revolta.
Mas fora isso, e mais um problema com nosso cartão visa internacional (do banco do brasil)que não liberava nossos saques, e que depois descobrimos que eles têm restrições ao Peru, Colombia, Paraguai e Austrália… Mas isso é outra história que contarei depois…
No mais, “Deus salve a América do sul”…
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Ah! Índia…

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Se eu tivesse uma grande desenvoltura para a escrita, escreveria um belo e imenso texto sobre a Índia. Suas belezas, mistérios e caos. Suas surpresas e diversidades, suas cores exuberantes… Falaria dos sabores, dos temperos, das pessoas e da fé que elas carregam, dos fardos em seus ombros, do trânsito, dos meios de transporte, tão diferentes e variados; das sedas, dos saris, das linguas, da fome, dos deuses, do Ganges, das cores, que de tão fortes e belas, parece que não existem. Falaria sobre tudo que vi e senti na Índia. Falaria do meu espanto e êxtase, falaria da torrente de sentimentos contraditórios que nos tomam de assalto no momento em que pisamos aquela terra tão antiga, de tempos imemoriais… E tão moderna, com seus inigualáveis softwers, seus satélites, bomba atômica… Uma favela imensa misturada ao luxo de arranha-céus modernosos, o futuro e o passado convivendo, ora apressadamente, ora zen… Num equilíbrio inusitado e estranhamente belo, que desenha, caos e criação, carma, conformismo, tolerância, questionamentos, mudanças… Num novo livro, a ser lançado pelas próxima gerações. Mas como não tenho tanta desenvoltura para a escrita, me atenho a algumas poucas observações sobre lugares por onde eu passei e pelos quais me apaixonei. Como Pushkar, uma cidade sagrada, reduto dos hippies nos anos 70 e que ainda guarda esse clima meio bicho grilo, meio descolado, desbundado… Um lugar gostoso, charmoso, especial! Lá as pessoas não te abordam tanto, nem oferecem as bugingangas maravilhosas e belas quinquilharias insistentemente, por isso é tão mais bacana comprar a vontade… E tem coisas, viu? Tem também os lagos sagrados, onde as pessoas tomam seus banhos e se purificam de corpo e alma, mais de alma que de corpo… A água não deve ser lá tão limpa! Pushkar, é deveras um lugarzinho interessante e lindo, que deve estar num roteiro de pessoas descoladas que viajam pela Índia. Eu adorei! Ah! Outro lugar especial, que também não pode faltar num roteiro alternativo é Lakshman Jhula (Rishikesh). Lindo, mágico, maravilhoso! Foi lá onde os Beatles desbundaram com o album branco, se meteram num ashram, meditaram, curtiram Yoga, Maharishi… Se banharam no Ganges, deixaram cabelos e barba crescerem, idéias brotarem, imaginação florir e fluir. Foi lá… E é onde eu quero voltar outras vezes pra me reciclar. Purificar corpo e alma nas águas geladas do Ganges… Ah! se eu tivesse desenvoltura pra escrita… Escreveria um belo texto,  com tantas, mas  tantas… Curiosidades da Índia.

Camboja, Cambodian…

Estive recentemente no Cambodia. Um país que carrega nos ombros o peso de uma terrível história. Uma história milenar de riqueza e esplendor e uma história recente de sofrimento e genocídio. É também um pais com uma capacidade de recuperação impressionante.
Hoje o Cambodia está em obras… Completamente em obras.
Em rítimo de crescimento acelerado, correndo atrás do tempo perdido. Do tempo em que esteve afundado na escuridão, no medo, na fome, na ignorância e no ostracismo.
A pobreza e a riquesa, o novo e o velho, o trabalho e a perspectiva, a poeira e a esperança… Caminham pelas ruas de mãos dadas. Os Cambojanos sempre com um sorriso largo nos lábios, e os olhos brilhantes de agradecimento, simplesmente por estarem vivos.
Angkor, conta um pedaço dessa história de exuberância e riqueza . É Uma cidade incrível, de arquitetura surpreendente e única, que ficou perdida no tempo, e foi, literalmente, engolida pela floresta. Como nos contos de fadas. Uma cidade que chegou a ter um milhão de habitantes e hoje suas ruínas me levam a imaginar, como terá sido, há mil anos atrás? Quando tudo aquilo efervescia de vida, movimento e religiosidade. Onde centenas e centenas de artistas e artesãos esculpiam, moldavam e criavam figuras maravilhosas em pedra bruta, com suas ferramentas rudimentares…São estátuas gigantescas, com sorrisos enigmáticos. Milhares de ninfas dançarinas, elefantes puxando seus carrosséis, dragões, leões, e deuses, brotando em flores de lótus… Um sonho fantástico e intrigante, que não parece ter sido realizado por mãos humanas. Angkor, é realmente um programa imperdível, no Cambódia. Você compra um ticket, com a opção de um dia, três dias, ou uma semana, de passeio, por todo o parque. O que pode ser feito de tuc-tuc (uma moto incrementada por uma cabine, com lugares para até quatro pessoas), ou se preferir, alugar uma bicicleta… O ideal é chegar às ruínas (Que hoje formam um parque, tombado pela Unesco) de manhã bem cedo e ficar até o pôr do sol, depois voltar no outro dia pra conhecer um pouco mais, e no terceiro dia, vale estar de madrugada por lá, pra ver o amanhecer em Angkor.
Algo quase irreal, de tão belo!
Se você optar pelo passeio de uma semana, terá muito o que explorar, inclusive banhos de cachoeira!
O Cambódia me seduziu irremediavelmete. Chorei como uma orfã nos seus campos de extermínio. Me surpreendi e me revoltei nos seus “museus de minas terrestres”, nos seus “museus do genocídio”… Mas me diverti muito, com as pessoas nas praças, sentadas em imensos tapetes, comendo suas iguarias em fim de tarde. Perambulei por suas ruas sem medo, e em nehum momento flagrei qualquer tipo de violência. Rezei em seus templos coloridos e dourados e pude ver a esperança nos olhos dos jovens e crianças dali.
O Cambódia tem muito pra nos ensinar, experiência de quem morreu e ressuscitou!
Hoje, sua capital, Phnon Pen, é considerada uma das dez cidades do mundo que satisfazem plenamente seus habitantes.
Eu vi e vivi um pouco de tudo isso. Valeu a pena ter ido!

(Texto de Rita Braga)

Mundo pequeno, mundo imenso, mundo sem dono, mundo cão…
Mundo cruel, mundo doente, mundo cigano, mundo vilão!
Mundo ligeiro, mundo lindo, mundo livre, mundo adverso, mundo perverso…
Mundão!
Mundão véio sem porteira, sem fronteira, sem eira nem beira…
Mundão de nós todos. De todas as tribos, de todas as línguas, de todos os povos,
de todas as raças, de todas as cores, e sabores, e odores. Mundão de todas as dores e dissabores. De Déboras, de Dolores, de frutas, de drosófilas, de filas enormes, de ilhas, de oceanos, de vulcões, florestas,desertos… De desertores, ladrões, santos, profetas… De darks, punks, gays, neohippies, mochileiros, internautas, donas de casa, crianças, cristãos, mulçumanos, caretas, loucos, profanos…
Mundão de um tudo! Mundo desmundo! “mundo fantasmo”, mundo mágico, desumano… Mundo fantástico, mundo caótico. Mundo tirano!
Mundo novo, mundo velho, mundo mãe, mundo, um ovo! Mundo, um moinho… Mundo, mundo, mundo…

(Rita Braga)

São poucas, mas intensas…

O andarilho está chegando neste universo virtual…